Nasceu em 09 de agosto de 1898 no Comune di Rivello, sendo seus pais
Giuseppe e Carmina Rossi.
Tinha como irmãos : Michelangelo Pettinato, Maria Rosa Concetta
Pettinato e Giuseppina Maria Cipriano Pettinato.
Era o caçula
de quatro filhos, tendo realizado os estudos ginasiais e prestado o
serviço militar na Itália.
Participou da Primeira Guerra Mundial, estando entre os soldados de Caporeto e também entre os
que atravessaram o Piave na arrancada final da guerra. Durante a guerra
foi atingido por um estilhaço de granada, sendo salvo pelo relógio que
trazia no bolso do colete, acima do coração. Esse relógio era daqueles de
algibeira que pertenceu ao seu pai Giuseppe Pettinato.
Em Rivello a
família Pettinato possuía uma oficina.
Segundo depoimentos das
filhas e esposa de Francesco, Giuseppe Pettinato também imigrou para o
Brasil. Giuseppe Pettinato foi para a cidade de Bananal (SP), onde no início
do século XX era uma região muito importante no circuito do café. Era uma
região rica, onde existiam muitas fazendas de café. Naquela época a
principal economia do Brasil era a cafeeira. Bananal foi a principal via de escoamento das Minas Gerais para o porto de Parati (RJ). Durante o ciclo cafeeiro, Bananal experimentou o esplendor de ser uma das cidades mais ricas do Brasil, onde seus fazendeiros avalizavam empréstimos da Inglaterra para o Governo Federal Brasileiro.
Naquela época, o ofício relacionado tipo caldeiraria era muito requisitado e por este motivo Giuseppe Pettinato esteve no Brasil e trabalhou durante algum tempo na cidade de Bananal, mas posteriormente
retornou a Itália. Ele veio para o Brasil antes de seu filho Francesco
Antonio Maria Pettinato.
Francesco Antonio Maria
Pettinato, devido a crise que ocorria em Rivello, resolveu deixar a Itália
e vir para o Brasil.
No dia 03 de
outubro de 1922 desembarcou no Porto de Santos (SP). Foi morar na cidade
de Limeira (SP).
Veja o
passaporte de Francesco Antonio Maria Pettinato
No Brasil
Francesco Antonio Maria Pettinato ficou conhecido com o nome de "Francisco Pettinati".
Naquela época, foi até a
cidade de Alvinópolis (MG) visitar os irmãos Michelangelo Pettinato e
Maria Rosa Concetta Pettinato que já tinham imigrado para o Brasil fazia
muitos anos. Seus irmãos já eram casados e possuíam filhos. Naquela
época, os italianos para se locomoverem necessitavam de um documento
chamado “Salvo-Conduto“
Veja o
salvo-conduto de Francesco Antonio Maria Pettinato
Francesco
possuía um amigo que também veio de Rivello e tinha se radicado na cidade
de Resende (SP). Era um patrício chamado Nicolau Taranto e possuía uma
oficina naquela cidade. Um dos filhos do senhor Nicolau Taranto chamado
Waldeberto Taranto também trabalhava na oficina. Mas Nicolau Taranto
necessitava de alguém para trabalhar na oficina com seu filho, uma vez que
ele pretendia retornar a Itália. Então resolveu convidar Francesco
para trabalhar na oficina localizada à Rua Albino de Almeida, no
bairro de Campos Elíseos. Francesco aceitou o convite e fizeram a
sociedade Taranto & Pettinati.
Visite a página: "História da cidade de Resende"
Em meados de 1925 Nicolau Taranto
resolveu retornar para a Itália e deixou Francesco juntamente com seu
filho Waldeberto Taranto trabalhando na oficina.
Durante
muitos anos, Francesco e Waldeberto trabalharam juntos na oficina
confeccionando alambiques, engenhos, moinhos, rodas de carroça, grades,
torneavam peças, faziam tachos, etc.
Até que Francesco resolveu
vender a sua parte da sociedade para Waldeberto Taranto para poder montar
seu próprio negócio. Além disso, ele juntou dinheiro durante anos para
poder se emancipar.
Francesco comprou do senhor Albino
Pires (pai do expedicionário Joaquim Pires, morto na Itália) uma
oficina, localizada na Praça da Concórdia com a Rua Capitão Mór (hoje Rua
Luiz Cleto da Rocha). A oficina já se encontrava montada. Inclusive,
existia uma pessoa que trabalhava com o torno, que realizava as peças das
carroças e carros-de-boi. As peças já saíam prontas da oficina para serem
montadas nas carroças que seguiam para as fazendas. Francesco era muito
requisitado pelos fazendeiros da região, devido ao seu ofício.
Em meados de 1932, Francesco
costumava ir passear com um patrício no bairro de Campos Elíseos, na
estação de trem da cidade de Resende (SP). Foi neste local que ele
avistou pela primeira vez sua futura esposa, Ivone Flecher. Ela nasceu em
24 de abril de 1912, em Resende, tendo os pais : Javete Flecher (de
descendência alemã) e Zélia Emília Verran Flecher (de descendência
inglesa). Ivone Flecher costumava ir à estação juntamente com duas primas
e um tio, pois gostavam de observar a chegada/saída dos trens. Certo dia
observando um trem de carga, Francesco viu Ivone caminhando próximo à
ferrovia. Francesco perguntou ao amigo patrício se sabia qual era o nome
daquela moça. O amigo lhe disse apenas que o apelido dela era “Benzinho”.
Depois disso foram embora.
Passou algum tempo até que em junho de 1932 ocorreu no bairro de Campos
Elíseos a famosa festa de São Sebastião, da igreja da cidade de Resende. A
alta sociedade resendense freqüentava a igreja de São Sebastião e muitos
casamentos foram consagrados naquela época. Francesco foi à festa de São
Sebastião e lá encontrou Ivone Flecher que estava acompanhada de seu tio.
Durante toda a festa Francesco ficou observando Ivone. Até que timidamente
foi conversar com ela. Ela percebeu o interesse de Francesco, mas naquele
momento Ivone não tinha pretensões de namorar ninguém. Eles se despediram
e voltaram a se encontrar em agosto daquele ano. Próximo ao aniversário de
Francesco, ele viajou até o Rio de Janeiro e trouxe de presente para
Ivone um lindo relógio de ouro, que possuía dentro um rubi. E a partir daí
começaram a namorar. Namoro que perdurou até 1934 quando, em 11 de abril,
se casaram. Na foto ao lado: da direita para esquerda Ivone Flecher Pettinati (i.m.), Carmine Pettinati Ramos (criança) e Francesco Antonio Maria Pettinato (i.m.)
Tiveram os filhos : Carmine Pettinati,
Zélia Pettinati, José Pettinati e Helena Pettinati. Infelizmente o filho
José Pettinati, nascido em 13 de fevereiro de 1936 faleceu em 22 de
dezembro de 1936.