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Nasceu
no dia 22 de dezembro de 1909, na cidade de Alvinópolis (M.G.).
Cedo, aos 9 anos de
idade iniciou a sua carreira profissionalizante, pois, nas horas de
folgas das aulas primárias, seu pai Michelangelo Pettinato, exímio
artesão em trabalhos em cobre o ensinava. Razão pois, que aos 15 anos
de idade era já considerado pela crítica um bom artesão.
A sua vida foi sempre
dedicada ao trabalho, como arrimo de família, teria que ajudar o velho
pai na criação dos irmãos menores.
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Gostou sempre de
estudar o que fazia através dos livros particulares, pois ginásios na
época eram somente para os portentosos.
Contudo, a
universidade da vida com seus exemplos e ensinamentos cotidianos o fez
um autodidata.
Casou-se em
Alvinópolis em dezembro de 1935, aonde morou por muitos anos na Av.
Pe. José Marciano no 306, local anexo a empresa de seu pai
Michelangelo Pettinato. Após um período aproximado de 20 anos,
mudou-se para Ouro Preto (MG), fixando-se residência no Bairro
Tavares e posteriormente no Bairro Saramenha.
Em Ouro Preto,
sempre trabalhando na sua empresa instalada ao lado de sua casa, ele
abriu uma loja onde vendia suas peças de artesanato. Era extremamente
cordial, gostava de conversar, contava casos de Ouro Preto e do seu
trabalho com metal. Dentre vários trabalhos prestados à comunidade de
Ouro Preto (MG), vale lembrar os trabalhos realizados na Fazenda do
Campo Grande, propriedade do médico Eloy Heraldo Lima, no alto da
Serra de Ouro Preto.
Foi pioneiro da
fundação do “Centro de Artesanatos Mineiros” onde trabalhou por muitos
anos. Ministrou aulas artesanais no “Artesanato Novalimense” em Nova Lima (MG).
Pioneiro também da
fundação das Escolas Artesanais L.B.A. (Legião Brasileira de
Assistência) de Ouro Preto em agosto de 1978. Foi instrutor do curso
de artesão em metal pela LBA, quando da criação do “Projeto Ouro
Preto”. Entusiasta do trabalho de José Pettinati era o historiador
paulista Tarquínio José Barbosa de Oliveira, que havia mudado para
Ouro Preto, onde adquiriu a Fazenda do Manso, ao pé do Pico do Itacolomi.
Tarquínio obteve recursos para financiar uma oficina-escola
de José Pettinati Vieira para jovens aprendizes de Ouro Preto. Seu
filho José Carlos Barbosa de Oliveira havia trabalhado no Ministério
da Fazenda e era diretor da Fundação Roberto Marinho. Apenas a título
de curiosidade, houve um filme de curta-metragem sobre o mestre José
Pettinati veiculado naquela época nas salas de cinemas da região
produzido por esta fundação. A oficina foi instalada no porão da
chamada Casa Costa Sena, na Rua Direita, onde hoje funciona o Museu
Casa Guignard, consagrado à vida e obra do pintor Alberto da Veiga
Guignard. O imóvel pertence ao Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA-MG, e Tarquínio obteve,
naquele momento, sua cessão para o projeto de José Pettinati, com o
aval da prefeitura e da
Secretaria
Municipal de Cultura e Turismo. Foi ali que José Pettinati produziu
intensamente e formou jovens aprendizes. Castiçais, bules, cinzeiros e
os mais variados objetos em metal dourado saíram da oficina-escola.
Sobre a importância desse trabalho, o senhor Angelo Oswaldo de Araújo
Santos, atual prefeito de Ouro Preto, ex-presidente do IPHAN
e que foi também o secretário estadual de Cultura de Minas Gerais,
escreveu em 23 de outubro de 1981 no jornal "Estado de Minas" o artigo
"Uma experiência com as mãos do povo em Ouro Preto", onde destacava a
singular personalidade do mestre José Pettinati. O senhor Ângelo
Osvaldo de Araújo Santos recorda a atuação de José Pettinati na cena
cultural da antiga capital mineira. Segundo ele "José Pettinati foi um
dos mais destacados mestres no trabalho com o metal, cobre ou,
especialmente, folhas de flandres. A ele deve-se, nos anos 70 e 80, a
caracterização das palmas e castiçãis de metal amarelo como artesanato
típico de Ouro Preto. Bules, copos, pequenas caixas, cinzeiros e
bandejas multiplicaram-se nas mãos de jovens aprendizes que
frequentaram a oficina-escola que o Sr. José Pettinati criou na Rua
Direita, em imóvel pertencente ao Patrimônio Histórico do Estado,
graças ao apoio de Tarquínio José Barbosa de Oliveira, estudioso da
Inconfidência e propríetário da Fazenda do Manso". José Pettinati
Vieira aposentou-se pela L.B.A. em 1980 e foi recontratado
posteriormente, continuando durante alguns anos a ministrar as aulas
do referido curso. Trabalharam e aprenderam o ofício com José
Pettinati Vieira os filhos : José Ângelo Pettinati e Vicente de Paulo
Pettinati (conhecido seresteiro das noites ouro-pretanas). José
Pettinati Vieira recebeu a "Medalha do Aleijadinho" na cidade de Ouro
Preto. Condecoração conferida em memória do genial escultor ouro-pretano , Antônio Francisco Lisboa (Vila Rica M.G. 1730? - idem 1814), que, pelo inestimável acervo artístico, legado à nação brasileira, foi, por Lei Federal número 5.984, de 12/12/1973, declarado "Patrono da Arte no Brasil". José Pettinati Vieira recebeu a importante "Medalha do Aleijadinho"
em 07 de novembro de 1982 através do Prefeito Municipal e Presidente do Conselho senhor Alberto Karam.

José Pettinati Vieira (i.m.) recebendo a "Medalha do Aleijadinho"
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