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Reconquistada a liberdade, o Comune di Rivello atravessou um período de
progresso econômico. Desenvolveu-se o artesanato tipo daquele pertencente ao
trabalho do cobre, do ferro e do
curtume de peles. Os caldeireiros e os ourives começaram a ser conhecidos na
França, na Espanha, mais tarde no Brasil, na Colômbia e no México.
Durante esse período de prosperidade foram construídas as maiores obras
de Rivello (conventos, igrejas, palácios) e o número de habitantes alcançou
a cifra máxima de 5.200. É nesse período também que construíram um hospital
que ainda se pode ver na Via S.Nicola e
sob sua fachada principal, estão gravadas as seguintes palavras latinas: “E Genis et palpareis semper aperta domus” que significam: “Na
desgraça e também na pobreza sempre abre uma porta”.
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Desenvolveu-se também a agricultura, porque os agricultores não eram
mais simples servidores da comunidade, e sim proprietários de pequenos pedaços
de terra, que cultivavam com todo o esforço para que tivessem boas colheitas.
Os declives cobriam-se de oliveiras prateadas e de videiras.
Naquele tempo cada casa transformava-se em uma adega, onde com os pés
nus pisavam sobre os cachos de uvas, para se extrair o suco que depois era
transformado em um bom vinho lucano.
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Ainda hoje, em algumas famílias, conservam-se como lembrança da antiga
tradição, as tinas, pequenos moedores (de azeitonas), espremedores, tonéis
e garrafões de vinho. Próximos aos olivedos foi necessário construir os
moedores para a espremedura das olivas, com o intuito de se realizar a extração
de um bom óleo. Os moedores mais importantes foram aqueles das famílias:
Megali, Pandolfi, Pecorelli e Buraglia que durante os meses de dezembro e
janeiro trabalhavam em ritmo acelerado proporcionando serviço a muitas pessoas,
porque funcionavam somente com a força braçal. O óleo que produziam era muito
conhecido pelo seu sabor. O óleo, o vinho, os objetos de cobre, assim como as
jóias de ouro e prata, (feitos na hora), eram transportados sobre o dorso das
mulas ou mesmo sobre os próprios ombros, para serem vendidos em vários países
e também em regiões próximas da Basilicata, da Campania e da Puglia. Muitas
vezes os vendedores não conseguiam chegar ao seu destino ou chegavam somente
com as roupas que tinham no corpo porque eram roubados pelos ladrões que se
escondiam nas cavernas dos Apeninos.
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Os habitantes do vilarejo eram pacíficos. Não pertenciam a organizações
secretas. Mas no Comune di Rivello surgiu o “Movimento Sanfedista dos
Caldeireiros”, que tem o nome da principal atividade rivellesa.
Os habitantes eram muito
religiosos e em quase todas as famílias ricas existia um padre e uma igrejinha
particular como atestam as dezenas de igrejinhas que estão espalhadas no
vilarejo. Citaremos algumas: S.Michele, Madonna dell’Addorata, S. Rocco,
Sant’Anna, Santa Lucia, L’Annunziata, Purgatorio, Santa Barbara, Assunta,
etc.
Os três pontos turísticos mais importantes são:
Mosteiro de S. Antônio, Igreja
Matriz de S. Nicola e S. Maria del Poggio.
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